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Desde: 02/02/2004      Publicadas: 37      Atualização: 28/04/2005

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 Aulas
  03/05/2004
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Aula 11 - Segredos da comunicação escrita.
Texto da aula resumido e link para baixar o livro completo


(veja o link no final do texto).



Baseado em "Técnicas de comunicação escrita" de Izidoro Blikstein





0 que é escrever bem?





À primeira vista, a resposta não nos parece difícil. Poderíamos dizer que escrever bem é ... não cometer as falhas. Assim, deveríamos: a) obedecer às regras gramaticais, evitando erros de sintaxe, de pontuação, de ortografia etc.; b) procurar a clareza, evitando palavras e frases obscuras ou de duplo sentido; c) agradar o leitor, empregando expressões elegantes e fugindo de um estilo muito seco.


Pelo visto, não haveria mais segredos para quem quer redigir bem! Bastaria evitarmos erros gramaticais, falta de clareza, deselegância e... pronto! Estariam resolvidos os problemas da boa redação!


Para fugir de tais acidentes, é preciso conhecer os principais segredos da comunicação escrita. Quais seriam eles?





Três tropeços e três segredos








Primeiro segredo:


mensagem correta --:::::> resposta correta





a) escrever bem implica necessariamente a obtenção de uma resposta correta;





b) resposta correta é aquela que corresponde à idéia que temos em mente e desejamos passar ao leitor.





Este primeiro segredo já aponta para uma das funções essenciais da comunicação escrita, a saber: provocar uma reação ou resposta.


Ocorre que, se esse mesmo leitor observar bem o comportamento das pessoas, de um modo geral, vai perceber facilmente que, com muita freqüência, precisamos da colaboração dos outros para resolver os nossos problemas e, vice-versa, os outros também precisam da nossa colaboração. É que não podemos fazer tudo sozinhos: necessitamos da colaboração da sociedade para atender às nossas necessidades físicas, psicológicas e sociais. Para sobreviver, o ser humano depende forçosamente da colaboração de seus semelhantes.


E como obter essa colaboração? Afinal, ninguém é obrigado a adivinhar quais são os nossos pensamentos, desejos, projetos, problemas, necessidades etc. Nós é que devemos transmitir aos outros as idéias e necessidades que há em nossa mente. E isto se faz pela comunicação escrita, pela comunicação oral, visual, enfim por todos os tipos de comunicação humana.


Em suma, para obtermos a colaboração ou a resposta necessária à nossa sobrevivência, devemos comunicar as nossas idéias, desejos ou necessidades aos nossos semelhantes, estimulando-os a produzir a resposta que satisfaça exatamente a essas idéias ou necessidades. Assim, na medida em que pode propiciar respostas necessárias à sobrevivência, é claro que a comunicação desempenha uma função vital para o ser humano. Comunicar bem ou, em nosso caso, escrever bem não é luxo, nem exibicionismo, nem ostentação esnobe de conhecimentos gramaticais. Escrever bem é uma questão de sobrevivência.


Muitas vezes, nós estamos absolutamente certos de que fomos claros em nossos recados, bilhetes, cartas, memorandos, ofícios, circulares ou relatórios, sem nos preocuparmos muito com as respostas produzidas pelos leitores. Triste ilusão! Se acompanharmos o fluxo da comunicação e verificarmos a reação do leitor, teremos, talvez, a triste surpresa ou a amarga decepção de constatar que a resposta foi bem diferente da que esperávamos ou, pior ainda, que não houve resposta alguma. A carta, a circular ou o relatório, que julgávamos tão claros, foram sepultados numa gaveta ou ... jogados na cesta de lixo! A resposta "incorreta" ou a ausência de resposta indicam que a comunicação escrita não funcionou, não foi eficaz e caiu, portanto, no vazio (ou no lixo!).


Resumindo, o primeiro segredo da comunicação escrita é constituído dos seguintes princípios:





I) Toda comunicação escrita deve gerar uma resposta a unia determinada idéia ou necessidade


que temos em mente.





II) A comunicação escrita será correta e eficaz se produzir uma resposta igualmente correta.





III) Resposta correta é a que esperamos, isto é, aquela que corresponde à idéia ou necessidade que temos em mente.





IV) Para avaliarmos a correção e a eficácia de uma comunicação escrita, temos de verificar sempre se:





a) houve uma resposta;





b) a resposta corresponde à idéia ou necessidade que queremos passar ao leitor.





A partir destes princípios, o leitor pode concluir que não adianta escrever bonito e conforme as regrinhas gramaticais, se a idéia que temos na cabeça não chegar aos outros.





- Ei, espere aí! Por que é que temos de botar a nossa idéia na cabeça das outras pessoas? Será que elas são tão idiotas que não conseguem "descolar" os nossos pensamentos? - poderia protestar o nosso leitor supercurioso. Para responder à sua intervenção, vamos ao segundo tropeço da história.





Segundo segredo:


escrever bem = comunicar bem = tornar comum





Considerando as diferenças de organização mental, de indivíduo para indivíduo, vemos que o nosso pensamento não é tão transparente quanto se poderia imaginar, nem será tão obviamente captado pelas outras pessoas. Devemos, portanto, colocar com exatidão o nosso pensamento na cabeça dos outros, sob pena de ninguém saber o que se passa em nossa mente e quais seriam as nossas idéias, desejos, necessidades, projetos etc. Só assim é que os outros seres poderão colaborar conosco, produzindo a resposta que esperamos. Eis, pois, o segundo segredo da comunicação escrita: escrever bem é tornar o nosso pensamento conhecido dos outros, ou, melhor ainda, escrever bem é tornar comum aos outros o nosso pensamento. Esta necessidade de tornar comum responde a outra função básica da comunicação e, para que se tenha uma idéia de como é essencial esta função, basta lembrar que os termos comunicar e comunicação provêm justamente da palavra comum





TORNAR COMUM








COMUNICAR








COMUNICAÇÃO





Agora, um leitor atento poderia, com razão, replicar: "Bom, suponhamos que eu escreva um bilhete bem certinho e coloque claramente a minha idéia na cabeça da pessoa que me lê, comunicando ou tornando comum o meu pensamento. Tudo bem. Mas... e, se depois de tudo, o outro não quiser produzir a resposta que eu estou esperando?" Nós diríamos que essa objeção é muito oportuna: não basta comunicar ou tornar comum as nossas idéias; é preciso que o destinatário da nossa comunicação seja estimulado ou persuadido a produzir a resposta. Se não nos preocuparmos com essa motivação, poderemos levar um tombo feio.








Terceiro segredo: escrever bem = persuadir





Esta deve ser uma preocupação permanente: é sempre oportuno nos indagarmos se o leitor de nossas mensagens está convencido ou persuadido da necessidade de produzir a resposta que lhe solicitamos. Por isso é que a comunicação escrita deve conter sempre alguns elementos persuasivos ou "lubrificantes" que suavizem a transmissão dos nossos pensamentos e provoquem a simpatia dos nossos leitores, isto é, dos indivíduos a quem solicitamos uma resposta. Assim, em vez de áspera ou seca, a comunicação escrita deve ser agradável, suave e persuasiva. Por sinal, é bom lembrar também que os termos suave, persuadir, persuasão e persuasivo provém da mesma raiz latina SVAD - "doce, doçura" e pertencem à mesma família de palavras.


Esta relação com a idéia de "doçura" ou "suavidade" reforça ainda mais a recomendação de que a comunicação escrita (bem como todos os outros tipos de comunicação, é claro!) deve ser agradável e ter uma função "lubrificante" e persuasiva, a fim de que as pessoas, a quem solicitamos a colaboração, sejam estimuladas a produzir a resposta de que necessitamos. A comunicação escrita tem, portanto, uma terceira função: a persuasão. Escrever bens é, também, persuadir.





O tripé da comunicação escrita





Agora que o caro leitor ficou conhecendo os segredos da comunicação escrita, podemos dizer que, para escrever bem, temos de atender a três funções básicas: produzir uma resposta, tornar o pensamento comum aos outros e persuadir. Se não atendermos, primordialmente, a essas três funções, pouco adiantará escrevermos bonito e "certinho", como rezam as regras gramaticais. 0 conhecimento da gramática é apenas um dos meios para chegarmos a uma comunicação correta, mas não é um fim em si mesmo. Ao escrever, não devemos ficar obcecados em demonstrar erudição e cultura gramatical. Se quisermos escrever bem, isto é, de modo eficaz, devemos dirigir a nossa preocupação para as três funções básicas: produzir resposta, tornar comum e persuadir.





E se um dos pés escorregar? Bem, aí o tripé desmonta e ... lá vêm os desastres da comunicação! Como impedir o escorregão? Vamos ver.





Como segurar o tripé?





Ficou claro que escrever bem deve repousar sobre o firme e intacto tripé das três funções básicas da comunicação.


Na prática, entretanto, haverá sempre interferências que poderão abalar um dos pés ou o tripé inteiro, prejudicando a produção da resposta esperada ou desejada. Existem, no mínimo, três tipos de interferências:





a) interferência física: dificuldade visual, má grafia de palavras. cansaço, falta de iluminação etc.;


b) interferência cultural: palavras ou frases complicadas ou ambíguas, diferenças de nível social etc.;


c) interferência psicológica: agressividade, aspereza, antipatia etc.





Pois bem; denominamos ruídos as interferências de ordem física, cultural ou psicológica que podem:





a) provocar o desabamento do tripé da comunicação;


b) levar o destinatário da mensagem a produzir uma resposta "incorreta", isto é, não esperada ou não desejada pelo autor da mensagem.





Como, pois, segurar o tripé, ou como impedir o seu desabamento? Para tanto, temos de combater os ruídos ou interferências. Como? Primeiramente, é preciso saber em que ponto a comunicação pode ser vulnerável a ruídos. E, para evitar essa vulnerabilidade, nada melhor do que conhecermos a estrutura da comunicação, o seu mecanismo interno e o funcionamento das peças que compõem tal mecanismo.








Clique no link abaixo para baixar o livro completo, que está dividido em dois arquivos zipados:







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